Dólar tem leve queda e fecha a R$ 4,98, com Oriente Médio e petróleo no radar; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em leve queda de 0,01% nesta terça-feira (28), cotado a R$ 4,9817. A sessão foi marcada por voltilidade, com a moeda americana chegando a R$ 5,0155 na máxima e R$ 4,9722 na mínima ...
28/04/2026 | Economia

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em leve queda de 0,01% nesta terça-feira (28), cotado a R$ 4,9817. A sessão foi marcada por voltilidade, com a moeda americana chegando a R$ 5,0155 na máxima e R$ 4,9722 na mínima do dia. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,51%, aos 188.619 pontos.
As tensões no Oriente Médio seguem no centro das atenções, em meio à dificulade de avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Ao mesmo tempo, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentou preocupações sobre a oferta global da commodity. (entenda mais abaixo)
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▶️ A falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã segue trazendo incertezas sobre a duração do conflito no Oriente Médio e seus efeitos na economia global. Na segunda-feira, o governo iraniano apresentou uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz.
A proposta está em análise pela Casa Branca e a expectativa é que o presidente Donald Trump e seus assessores apresentem uma resposta ou possíveis contrapropostas nos próximos dias.
▶️ Ainda no cenário internacional, os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira que deixarão a Opep e a Opep+, que reúne aliados estratégicos do grupo, a partir de 1º de maio. A decisão ocorre em meio ao choque energético provocado pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e representa um duro golpe para os grupos exportadores de petróleo.
Após o anúncio, os preços do petróleo subiram ao maior patamar em um mês. O barril do Brent, referência internacional, marcava alta de 2,73% perto das 17h, cotado a US$ 111,19. Mais cedo, a cotação chegou a US$ 112,53 — maior nível desde 27 de março, quando bateu US$ 112,57.
Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 3,70% no mesmo horário, a US$ 99,94.
▶️ No Brasil, a prévia da inflação de abril (IPCA-15) subiu 0,89% no mês e acumulou 4,37% em 12 meses. O resultado veio abaixo das expectativas de economistas, que projetavam alta de 0,95% no mês e de 4,45% no acumulado anual.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,32%;
Acumulado do mês: -3,80%;
Acumulado do ano: -9,24%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,11%;
Acumulado do mês: +0,62%;
Acumulado do ano: +17,06%.
Petróleo na mira dos investidores
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (28), renovando preocupações com o mercado global de energia.
A alta reflete principalmente a combinação de dois fatores: dificuldades no transporte marítimo, em meio ao impasse político entre EUA e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, e a decisão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) de sair da Opep e da Opep+.
⚓ No centro dessa situação está o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico para outras regiões do mundo.
🛢️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos.
⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta.
Além disso, investidores também avaliaram a decisão dos (EAU) de sair da organização de países exportadores de petróleo.
Segundo espeicalistas consultados pela Reuters, apesar de a medida não trazer impactos significativos no momento, há preocupação sobre quais são os efeitos da decisão na capacidade da Opep de gerir os preços do petróleo no mercado internacional.
"Essa saída levanta uma questão estratégica: se outros produtores começarem a priorizar a participação de mercado em detrimento da disciplina de cotas, a capacidade da Opep de gerir mercados (...) poderá ser cada vez mais questionada", alertou o especialista do Saxo Bank, Ole Hansen, à Reuters.
Atualmente, a Opep exerce grande influência sobre os preços do petróleo ao coordenar oferta e demanda entre os países produtores e exportadores da commodity.
➡️ Funciona assim:
Em vez de definir um preço fixo para a commodity, o grupo firma acordos de produção para ajustar a quantidade de petróleo disponível no mercado. São estabelecidas metas (ou cotas) para cada país que, quando cumpridas, ajudam a elevar ou reduzir os preços.
Assim, quando há excesso de oferta no mercado global, o grupo reduz a quantidade de barris disponíveis, o que tende a pressionar os preços para cima. Já em períodos de maior demanda, a produção pode ser ampliada para conter altas mais intensas.
Entre os países exportadores, os Emirados Árabes Unidos são o 4º maior produtor de petróleo do mundo e detêm a 5ª maior reserva da commodity.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda nesta terça-feira, em meio às incertezas sobre os preços do petróleo e o conflito no Oriente Médio. Novas preocupações sobre o "boom" da inteligência artificial também pressionaram ações de tecnologia para baixo na sessão, conforme investidores aguardam a divulgação de novos resultados corporativos do setor.
O Dow Jones caiu 0,05% enquanto o S&P 500 recuou 0,46% e o Nasdaq teve queda de 0,90%.
Na Europa, o fechamento foi majoritariamente em queda. O STOXX 600 recuou 0,4%, para 606,58 pontos, enquanto o DAX perdeu 0,27%, a 24.018,26 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,11%, a 10.332,79 pontos, e o CAC 40 caiu 0,46%, para 8.104,09 pontos.
Na Ásia, o movimento foi majoritariamente negativo. Em Xangai, o Shanghai Composite Index caiu 0,19%, aos 4.078 pontos, enquanto o CSI 300 Index recuou 0,27%, a 4.758 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng Index perdeu 0,95%, encerrando aos 25.679 pontos.
Entre os demais mercados asiáticos, o Nikkei 225 caiu 1%, aos 59.917 pontos, enquanto o KOSPI avançou 0,39%, para 6.641 pontos.
Notas de dólar em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia.
Hafidz Mubarak/Reuters