Dólar sobe e fecha a R$ 4,96 com escalada da tensão no Oriente Médio; Ibovespa recua
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,32% nesta segunda-feira (4), a R$ 4,9677. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,92%, aos 185.600 pontos. Os mercados reagiram à nova escalada d...
04/05/2026 | Economia

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,32% nesta segunda-feira (4), a R$ 4,9677. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,92%, aos 185.600 pontos.
Os mercados reagiram à nova escalada de tensões no Oriente Médio, com foco no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de petróleo —, o que impulsionou o preço da commodity para acima de US$ 110 por barril.
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▶️ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã e afirmou que o país “será varrido da face da Terra” caso ataque navios americanos que escoltam outras embarcações pelo Estreito de Ormuz.
▶️ Em meio ao aumento das tensões na região, os EUA iniciaram nesta segunda-feira a operação “Projeto Liberdade”, para escoltar navios retidos no Golfo Pérsico e retirá-los da área próxima ao Estreito de Ormuz. Trump tenta garantir o fluxo na região e conter impactos sobre o petróleo.
▶️ Mais cedo, porém, o Irã afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz e advertiu que poderá atacar embarcações militares americanas caso avancem pela rota.
▶️ Nesse contexto de confronto, Trump acusou o Irã de atacar navios de países “não relacionados” à operação liderada pelos EUA, incluindo um cargueiro sul-coreano. Ele afirmou ainda que “talvez seja hora de a Coreia do Sul se juntar à missão”.
🛢️ A escalada das tensões elevou o risco para a oferta global de petróleo. Em reação, o barril do tipo Brent subia 6,33%, a US$ 114,50, enquanto o WTI avançava 3,75%, a US$ 105,69.
▶️ No Brasil, os investidores voltaram do feriado de olho nas projeções sobre a economia. O boletim Focus, do Banco Central (BC), mostrou que a expectativa para a inflação em 2026 subiu de 4,86% para 4,89% — é a oitava semana seguida de aumento na previsão.
🔎 A alta do petróleo, que se mantém acima de US$ 110, é vista como um fator de pressão sobre a inflação, sobretudo pelo impacto nos preços dos combustíveis.
▶️ Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, programa voltado à redução do endividamento no país. (leia mais abaixo)
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado do mês: +0,32%;
Acumulado do ano: -9,49%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,92%;
Acumulado do mês: -0,92%;
Acumulado do ano: +15,19%.
Tensão no Oriente Médio
As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter escoltado, nesta segunda-feira, os primeiros navios comerciais norte-americanos pelo Estreito de Ormuz.
A escolta é a primeira desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma operação militar para garantir a passagem de embarcações pelo estreito, apesar de o Irã afirmar que está bloqueando a rota.
A iniciativa, porém, gerou reação do Irã. Teerã afirmou pela manhã que impediu a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz.
No início da manhã, havia divergências sobre se um navio dos EUA teria sido atingido por mísseis iranianos. Nas horas seguintes, porém, os EUA negaram o episódio, e o próprio Irã ajustou o discurso ao afirmar que se tratavam de "disparos de advertência", e não de um ataque direto à embarcação.
A tensão no mar e no campo das declarações continuou nesta tarde, quando Trump fez novas ameaças ao Irã e disse que o país "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos EUA. A declaração foi dada em entrevista à emissora americana Fox News.
O republicano também afirmou, na Truth Social, que o Irã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação militar liderada pelos EUA no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano.
“Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão”, escreveu Trump ao comentar o episódio.
Segundo o presidente, além do navio sul-coreano, não houve danos a outras embarcações que atravessaram o estreito até o momento.
Novo Desenrola Brasil
O governo anunciou nesta segunda-feira (4) o "Novo Desenrola Brasil" também chamado de "Desenrola 2.0", um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados.
O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.
“Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.
Além disso, o trabalhador também poderá usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar suas dívidas.
Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos.
A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores.
LEIA MAIS:
Governo lança ‘Desenrola 2.0’: programa prevê renegociação de dívidas e uso do FGTS
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em queda, diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O Dow Jones caiu 1,13%, o S&P 500 recuou 0,39% e o Nasdaq Composite teve perda de 0,19%.
Na Europa, o desempenho também foi negativo. O STOXX 600 recuou 0,94%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,14%. O DAX, da Alemanha, teve perda de 1,24%. Já o CAC 40, da França, recuou 1,71%.
Na Ásia, os mercados fecharam em alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 1,24%. Já o Shanghai Composite, de Xangai, subiu 0,11%. Em Tóquio, o Nikkei 225 avançou 0,38%, enquanto, em Seul, o KOSPI teve alta de 5,12%.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP