Dólar sobe e fecha em R$ 5,80, após números de emprego acima do esperado no Brasil; Ibovespa cai

A moeda norte-americana subiu 0,83%, cotada a R$ 5,8025. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira recuou 0,96%, aos 124.769 pontos. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (26), após novos ...

26/02/2025 | Economia

 

A moeda norte-americana subiu 0,83%, cotada a R$ 5,8025. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira recuou 0,96%, aos 124.769 pontos. Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reuters
O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (26), após novos dados de emprego virem bem acima do esperado pelo mercado. Investidores ainda monitoraram os balanços corporativos do dia, com destaque para os números da Petrobras, no Brasil, e da fabricante de chips Nvidia, nos Estados Unidos.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado.
Números do mercado de trabalho são importantes para avaliar a trajetória da inflação e dos juros do país.
O cenário político e fiscal brasileiro e a repercussão das medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ficaram no radar.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em queda.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Dólar
Ao final da sessão, o dólar avançou 0,83%, cotado a R$ 5,8025. Na máxima do dia, alcançou R$ 5,8051. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
alta de 1,26% na semana;
recuo de 0,59% no mês; e
perdas de 6,10% no ano.
No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,01%%, cotada a R$ 5,7547.

a
Ibovespa
Já o Ibovespa recuou 0,96%, aos 124.769 pontos.
Com o resultado, o Ibovespa acumulou:
queda de 1,86% na semana;
perdas de 1,08% no mês;
alta de 3,73% no ano.
Na véspera, o índice teve alta de 0,46%, aos 125.980 pontos.

O que está mexendo com os mercados?
O destaque desta quarta-feira ficou com os novos números de emprego divulgados pelo Ministério do Trabalho. Segundo a pasta, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado.
Além da espera pelos números, as preocupações com a inflação e com o quadro fiscal brasileiro continuam no radar dos investidores, que repercutem o noticiário dos últimos dias.
Segundo o IBGE, o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, registrou um aumento de 1,23% dos preços em fevereiro. Apesar de o índice ter vindo abaixo do esperado pelo mercado (1,34%), o número ainda representa uma forte aceleração em relação a janeiro (0,11%).
Além disso, com o resultado, o IPCA-15 passou a acumular uma alta de 4,96% em 12 meses, bem acima da meta do Banco Central do Brasil (BC), que é de 3% e tem um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
De acordo com a economista-chefe da B.Side investimentos, Helena Veronese, o resultado mostra uma pressão de fatores sazonais já esperados pelo mercado, mas ainda indica uma continuidade no ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) do país.
"O que o dado nos mostra é que 15% parece de fato um valor razoável para a Selic de fim do ciclo. Além disso, se os movimentos de queda de alimentos continuarem e se não houver grandes preocupações adicionais com o fiscal, é possível que em algum momento do segundo semestre já se comece a discutir o início dos cortes na taxa de juros", afirmou a economista em nota oficial.
Com isso, também seguem no radar as falas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a preocupações com as contas públicas.
Na véspera, Lula trouxe algumas medidas na tentativa de aumentar a popularidade do governo. Além de medidas do programa Pé-de-Meia e do Farmácia Popular, um novo anúncio sobre o saque-aniversário do Fundo de Garantia sobre o Tempo de Serviços (FGTS) também é esperado para amanhã.
Lula também falou, recentemente, sobre sua intenção de baixar o preço dos alimentos e sobre enxergar um crescimento melhor do que o esperado para a economia.
Já o Haddad afirmou, na véspera, que "não existe um ajuste fiscal possível" caso a economia não cresça, destacando que os desafios fiscais e a necessidade de investimentos públicos não serão resolvidos apenas com o arcabouço fiscal.
Haddad também afirmou ser "politicamente difícil" corrigir desequilíbrios fiscais, reforçando que a determinação do presidente Lula é que a equipe econômica encontre o equilíbrio das contas públicas sem penalizar a população mais pobre.
Balanços corporativos também ficaram sob os holofotes nesta sessão, bem como os desdobramentos da política tarifária de Trump nos Estados Unidos.