Dólar cai a R$ 5,08 e Ibovespa sobe, com petróleo e cenário eleitoral no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (8), recuando 0,86%, a R$ 5,0857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,20%, aos 187.367 pontos. A intenção de voto no Brasil segu...

08/09/2026 | Economia

 

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda nesta terça-feira (8), recuando 0,86%, a R$ 5,0857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,20%, aos 187.367 pontos.
A intenção de voto no Brasil segue no radar dos investidores, conforme se aproximam as eleições presidenciais. Na segunda-feira (7), uma pesquisa da Quaest apontou Lula (PT) com 36% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 13 candidatos, que inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. Veja mais.
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▶️ No exterior, as preocupações com o conflito no Oriente Médio continuam a se refletir nos preços do petróleo. Nesta terça-feira, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos EUA, ferindo mais de 70 pessoas e ressaltando o risco de o conflito com o Irã se transformar em uma guerra regional mais ampla.
Em meio às tensões, os preços do petróleo viveram um dia de alta e atingiram nova máxima em seis semanas. No fechamento, o barril do Brent, referência internacional, subiu 0,92%, cotado a US$ 97,92. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 1,71%, a US$ 93,03 o barril.
▶️ Na agenda econômica da semana, investidores seguem na expectativa por novos dados de inflação no Brasil e nos EUA, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,86%;
Acumulado do mês: -1,81%;
Acumulado do ano: -7,34%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,20%;
Acumulado do mês: +5,65%;
Acumulado do ano: +16,29%.
Pesquisa eleitoral
Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7) mostra como está o cenário da eleição presidencial no Dia da Independência do Brasil, a menos de um mês do 1º turno -- que acontecerá em 4 de outubro.
Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 2 de setembro.
Veja, abaixo, os números do cenário de 1º turno sem Pablo Marçal:
Lula (PT): 36% (eram 37% em 2 de setembro)
Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 29%)
Augusto Cury (Avante): 8% (eram 10%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 1%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 1%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 7%)
Indecisos: 10% (eram 11%)
Contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, a Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.
Tensões no Oriente Médio
A escalada do conflito no Oriente Médio continua a trazer preocupações para os preços do petróleo no mercado internacional.
Nesta terça-feira, os Houthis, grupo extremista do Iêmen realizaram ataques contra cidades e instalações de energia da Arábia Saudita nesta terça-feira (8), deixando ao menos 73 pessoas feridas e provocando incêndios que interromperam temporariamente operações em estruturas energéticas do reino, segundo autoridades sauditas.
Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação militar em território saudita, sinalizando uma possível escalada do conflito.
De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as atividades suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos.
Além disso, a marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um drone subaquático dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (8). Uma fonte do governo americano disse à Reuters que o equipamento militar já apresentava problemas há mais de um dia enquanto monitorava as águas da região.
Após a captura do drone, os militares iranianos publicaram em seus meios de comunicação que o 'submarino inteligente' incorpora "a tecnologia mais avançada do mundo no campo da exploração submarina e foi entregue à frota do exército terrorista norte-americano em 2025".
Bolsas globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme investidores avaliavam a escalada das tensões no Oriente Médio e aguardavam os novos dados de inflação, previstos para esta semana.
O Dow Jones caiu 1,16%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite desvalorizou 0,31%.
Na Europa, as bolsas as bolsas fecharam mistas, em meio a preocupações com a alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,05%, aos 649,6 pontos.
Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou estável, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,14% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,10%.
As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Em Xangai, um ligeiro avanço foi impulsionado pelos setores agrícola, de energia e de ouro. As ações de tecnologia, no entanto, fizeram pressão de baixa.
O SSEC, índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,36%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,38%.
Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,70%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 0,58%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters