Dólar cai e fecha a R$ 5,16 com dados de emprego no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,23% nesta terça-feira (30), cotado a R$ 5,1628. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,68%, aos 172.024 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de repor...
30/06/2026 | Economia

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda de 0,23% nesta terça-feira (30), cotado a R$ 5,1628. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,68%, aos 172.024 pontos.
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▶️ O principal destaque da sessão foram os novos dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos. O relatório Jolts indicou que as vagas de emprego abertas nos EUA aumentaram em 9 mil em maio, chegando a 7,594 milhões. Por aqui, o Caged mostrou que o mercado de trabalho brasileiro criou 73 mil postos formais em maio.
Os dados são importantes porque refletem o desempenho da economia e da inflação e podem dar sinais sobre os próximos passos dos bancos centrais em relação aos juros. A incerteza sobre essas decisões e a perspectiva de juros elevados por mais tempo ajudaram a manter o Ibovespa em queda.
▶️ O alívio geopolítico após o acordo entre os EUA e o Irã para suspender os ataques e permitir a reabertura no Estreito de Ormuz também seguiu no radar. A expectativa é que novas negociações entre os dois países voltem a acontecer nesta terça-feira, em Doha, no Catar.
Em meio às incertezas sobre os desdobramentos das negociações, os preços do petróleo operavam voláteis. Após a alta vista pela manhã, o barril tipo Brent, referência internacional, caía 0,31% perto das 17h, cotado a US$ 72,92, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 0,89%, a US$ 70,12 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,08%;
Acumulado do mês: +2,39%;
Acumulado do ano: -5,94%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,73%;
Acumulado do mês: -1,01%;
Acumulado do ano: +6,76%.
Trégua e tensões entre EUA e Irã
O presidente americano, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (29) que o Irã "pediu uma reunião" com seu governo, prevista para acontecer nesta terça em Doha, no Catar.
"O Irã solicitou uma reunião. Ela acontecerá amanhã em Doha!", afirmou Trump em comunicado inteiramente em caps lock em sua rede social Truth Social.
O governo iraniano, no entanto, apresentou outra versão. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que não há reuniões planejadas para esta semana entre os representantes dos dois países para seguir as negociações do acordo de paz firmado no início do mês.
As afirmações vêm em meio à escalada das tensões entre os dois países, que chegaram a trocar ataques no último final de semana e colocar em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado no último 17 de junho.
O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.
"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).
No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz, mas as conversas pouco caminharam desde então.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta terça-feira. O Dow Jones avançou 0,26%, enquanto o S&P 500 subiu 0,78% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 1,52%.
O dia também foi positivo na Europa, conforme investidores seguiam mais otimistas em relação ao mercado de inteligência artificial e em meio aos sinais de alívio no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,9% e registrou o maior ganho trimestral em mais de cinco anos, com um avanço de 10% no período.
Já entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, subiu 1,50%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,44% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve alta de 0,12%.
Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de inteligência artificial e semicondutores, depois que dados melhores do que o esperado da atividade industrial indicaram uma demanda resiliente por exportações de alta tecnologia.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,07%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,50%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 0,63%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,86% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 0,97%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Foto de Karolina Kaboompics