Dólar cai e fecha a R$ 5,21 com dados de emprego e preço do petróleo no radar; Ibovespa sobe
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,16% nesta terça-feira (29), cotado a R$ 5,2166. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,46% na reta final do pregão, aos 183.828 pontos. Os nov...
29/09/2026 | Economia

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda de 0,16% nesta terça-feira (29), cotado a R$ 5,2166. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,46% na reta final do pregão, aos 183.828 pontos.
Os novos dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos foram os destaques da sessão. No exterior, investidores acompanharam as variações nos preços do petróleo e os sinais sobre a condução dos juros pelos bancos centrais das principais economias do mundo.
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▶️ A taxa taxa de desemprego do país ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada bateu o recorde de 103,5 milhões. Investidores também repercutiram novos indicadores de inadimplência e atividade econômica, além do resultado primário do governo central.
▶️ As atenções também ficaram voltadas ao cenário político, em meio à proximidade das eleições presidenciais. Na véspera, uma nova pesquisa Quaest mostrou Lula (PT) com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 34% no primeiro turno. (leia mais abaixo)
▶️ No exterior, novos dados do mercado de trabalho americano ficaram no centro das atenções. Segundo o relatório Jolts, divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, as vagas de emprego abertas no país diminuíram em agosto. As demissões, por outro lado, continuaram em níveis baixos, o que sinaliza um mercado de trabalho estável.
▶️ Investidores ainda seguem acompanhando os riscos de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em meio às incertezas em relação às tensões no Oriente Médio. O foco está nos possíveis impactos sobre o petróleo, cujo preço pode influenciar a inflação e os mercados globais.
▶️ O barril tipo Brent, referência internacional, recuava 2,81% por volta das 17h, a US$ 102,32.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,69%;
Acumulado do mês: +0,71%;
Acumulado do ano: -4,96%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: +0,19%
Acumulado do mês: +3,61%;
Acumulado do ano: +14,09%.
Agenda econômica
Por aqui, além da taxa de desemprego e do nível recorde da população ocupada, o mercado também avalia novos dados de inadimplência divulgados pelo Banco Central.
Segundo a instituição, a taxa saiu de 4,9% em julho para 5% em agosto, alcançando o maior nível da série histórica. Entenda mais nesta reportagem:
Com emprego em alta, Brasil registra ocupação e inadimplência recordes
Já nos EUA, o relatório Jolts, divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, as vagas de emprego abertas no país diminuíram em agosto. As demissões, por outro lado, continuaram em níveis baixos, o que sinaliza um mercado de trabalho estável.
De olho nas eleições
A Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada anterior, os dois tinham 37% e 33%, respectivamente. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. (Confira os principais dados da pesquisa)
🔎 No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados em 42%. Outros 13% dizem que votariam em branco, nulo ou não votariam.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, mesmo percentual da rodada anterior. Romeu Zema (Novo) tem 1%, também estável em relação ao levantamento anterior.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com nível de confiança de 95%.
Em relação à avaliação do governo, 49% desaprovam o trabalho de Lula e 46% aprovam.
Já na taxa de rejeição, Flávio aparece com 56% e Lula, com 54%.
Bolsas globais
Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme o aumento dos rendimentos dos títulos públicos americanos (treasuries) prejudicava o apetite por risco e compensava os ganhos das ações relacionadas à inteligência artificial.
O Dow Jones recuou 0,25%, enquanto o S&P 500 teve perda de 0,12% e o Nasdaq Composite registrou queda de 0,09%.
Na Europa, os principais índices acionários da região fecharam mistos, sentindo os efeitos dos rendimentos dos títulos americanos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%.
Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,59%, enquanto o CAC- 40, da França, caiu 0,08% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,14%.
Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em alta nesta terça-feira (29), depois que o governo do país prometeu ampliar as medidas de estímulo à economia para enfrentar as dificuldades do país.
O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,2%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,1%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,5%, o Nikkei, do Japão, recuou 0,60% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,27%.
Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
* Com informações da agência de notícias Reuters.