Dólar sobe a R$ 5,22, de olho na dívida pública e em nova pesquisa eleitoral; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou esta segunda-feira (28) em alta de 0,85%, cotado a R$ 5,2251. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,26%, aos 182.991 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de repor...
28/09/2026 | Economia

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou esta segunda-feira (28) em alta de 0,85%, cotado a R$ 5,2251. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,26%, aos 182.991 pontos.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ No cenário político, investidores acompanham a nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial, a última antes do debate da Globo, na quinta-feira (1º). O levantamento mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 34% no primeiro turno. (leia mais abaixo)
▶️ Nesta manhã, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, com as projeções do mercado para inflação, PIB, dólar e Selic, indicadores que ajudam a mostrar as expectativas para a economia. O BC também apresenta os dados de agosto sobre o fluxo de recursos entre o Brasil e outros países, além da pesquisa Firmus, que reúne a percepção das empresas sobre a atividade econômica.
▶️ Já a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou novos dados sobre a confiança da indústria brasileira, que caiu pelo terceiro mês seguido em setembro. O indicador recuou 2,4 pontos, para 91,3, sinalizando uma piora na percepção dos empresários sobre o setor e suas perspectivas.
▶️ No exterior, os mercados acompanharam falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, além das tensões entre Estados Unidos e Irã. O foco está nos possíveis impactos sobre o petróleo, cujo preço pode influenciar a inflação e os mercados globais.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,85%;
Acumulado do mês: +0,88%;
Acumulado do ano: -4,80%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: -0,26%
Acumulado do mês: +3,14%;
Acumulado do ano: +13,57%.
Nova pesquisa eleitoral
A Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL). Na rodada anterior, os dois tinham 37% e 33%, respectivamente. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. (Confira os principais dados da pesquisa)
🔎 No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados em 42%. Outros 13% dizem que votariam em branco, nulo ou não votariam.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, mesmo percentual da rodada anterior. Romeu Zema (Novo) tem 1%, também estável em relação ao levantamento anterior.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com nível de confiança de 95%.
Em relação à avaliação do governo, 49% desaprovam o trabalho de Lula e 46% aprovam.
Já na taxa de rejeição, Flávio aparece com 56% e Lula, com 54%.
Boletim Focus
O mercado financeiro aumentou a previsão de inflação para 2026, de 4,92% para 4,99%, e reduziu a expectativa de crescimento da economia, de 1,88% para 1,86%, segundo o Boletim Focus.
Inflação em 2027: a previsão subiu levemente, de 4,30% para 4,31%;
PIB em 2027: a expectativa de crescimento caiu de 1,43% para 1,41%;
Selic em 2026: o mercado manteve a projeção de 13,50% ao ano, o que indica expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano;
Dólar em 2026: a previsão para o fim do ano permaneceu em R$ 5,20.
Com isso, o mercado espera uma inflação um pouco maior e uma economia crescendo em ritmo ligeiramente menor, enquanto mantém a aposta em mais um corte de juros neste ano.
Confiança da indústria cai em setembro pelo terceiro mês
A confiança da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês seguido em setembro, segundo a FGV.
O índice recuou 2,4 pontos, para 91,3, refletindo uma piora na avaliação das empresas sobre o cenário atual e os próximos meses.
O indicador que mede a situação atual caiu para 93,6 pontos, menor nível desde dezembro de 2025. Já as expectativas para os próximos meses recuaram para 89,2 pontos, o menor patamar desde novembro de 2025.
🤔 O que explica a queda? Segundo a FGV, a queda está relacionada a sinais de menor demanda e aumento dos estoques, que podem levar as empresas a reduzir a produção. Juros ainda elevados e maior incerteza também dificultam uma recuperação da confiança do setor.
Bolsas globais
Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em queda, em meio às tensões no Oriente Médio. Investidores acompanharam o presidente Donald Trump rejeitar uma proposta de cessar-fogo do Irã, enquanto o petróleo subiu quase 3%.
O Dow Jones recuou 0,66%, o S&P 500 caiu 0,76% e o Nasdaq perdeu 0,91%.
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com o índice pan-europeu STOXX 600 subindo 0,12%, aos 639,43 pontos.
Entre as principais praças, o DAX de Frankfurt perdeu 0,13%, aos 25.374,42 pontos; o FTSE 100 de Londres caiu 0,10%, aos 10.684,88 pontos; e o CAC 40 de Paris ficou estável (+0,01%), aos 8.078,48 pontos.
Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em queda nesta segunda-feira, após o otimismo com o encontro entre EUA e China perder força. Em Xangai, o SSEC caiu 1,67%, para 3.823 pontos, e o CSI300 recuou 2,22%, a 4.340 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,54%, para 24.642 pontos.
As ações de tecnologia foram pressionadas por novas restrições dos EUA ao uso de componentes chineses em centros de dados de inteligência artificial. A Eoptolink caiu 8% e a Innolight recuou 12%.
Ao mesmo tempo, os dois países concordaram em manter o diálogo sobre IA e criar um canal para tratar de incidentes relacionados à tecnologia, mas seguem em disputa sobre o uso e o comércio de tecnologias estratégicas. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro.
Em outros mercado da região, o KOSPI, da Coreia do Sul, caiu 2,70%, o Nikkei, do Japão, recuou 0,73%, enquanto o Straits Times avançou 0,31% e o S&P/ASX 200 subiu 0,17%.
Dólar
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* Com informações da agência de notícias Reuters.