Dólar sobe a R$ 5,22 e Ibovespa tem maior sequência de quedas desde 2023
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,40% nesta terça-feira (18), cotado a R$ 5,2216. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,27%, aos 166.335 pontos. Com o resultado, o Ibovespa cheg...
18/08/2026 | Economia

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,40% nesta terça-feira (18), cotado a R$ 5,2216. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,27%, aos 166.335 pontos.
Com o resultado, o Ibovespa chegou à 11ª sessão consecutiva de queda, na maior sequência de baixas desde 2023, segundo levantamento da Elos Ayta. A última vez que o índice havia registrado uma sequência tão longa foi em agosto daquele ano, quando acumulou 13 sessões seguidas de perdas.
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▶️ A nova escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a colocar o petróleo no centro das atenções. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório. As exigências incluem o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação de ativos congelados.
Em meio às tensões, os preços do petróleo ficaram no radar. O barril do Brent, referência internacional, teve alta de 0,17%, cotado a US$ 91,02, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 0,52%, a US$ 84,94.
▶️ Na agenda de indicadores, investidores avaliaram uma série de novos dados da economia americana. Entre os destaques, estão a variação semanal de empregos do relatório ADP e indicadores de indústria, construção e preços de exportação.
▶️ No Brasil, o mercado seguiu atento ao varejo brasileiro. No domingo, a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial, aumentando a atenção dos investidores sobre a situação financeira das empresas do setor. Ao mesmo tempo, a saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira tem pressionado os preços das ações.
▶️ O cenário político também entrou no radar nesta terça-feira. Os ativos brasileiros pioraram após a notícia de que a proposta que acaba com a escala 6x1 pode avançar no Senado. Para parte dos investidores, a possibilidade de tramitação pode favorecer a campanha de Lula e aumentar as preocupações sobre os gastos públicos em um eventual novo mandato.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,04%;
Acumulado do mês: +3,00%;
Acumulado do ano: --4,87%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,36%;
Acumulado do mês: -6,55%;
Acumulado do ano: +3,79%.
De olho no ambiente corporativo
O mercado também segue atento para os sinais de fraqueza do varejo brasileiro. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.
A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
🔍A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.
As notícias voltam a colocar o varejo brasileiro na mira dos investidores, em meio a preocupações sobre o que o fraco desempenho representa para a economia.
Ormuz continua fechado
A nova escalada das tensões entre EUA e Irã também volta a ficar no foco. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano, Mahammmad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do comércio global antes da guerra, continuará fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório.
Entre as exigências, estão o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação dos ativos iranianos congelados.
Já na véspera, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o governo do pais tente interferir no controle do Estreito de Ormuz. As notícias são da rede de TV Fox News.
"Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total", disse Trump em entrevista à Fox, de acordo com a rede de TV.
➡️ Omã é um dos aliados mais antigos dos Estados Unidos no Oriente Médio e vem intermediando as negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra na região. O país também é um dos que margeiam o Estreito de Ormuz, junto de Irã e Arábia Saudita.
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As tensões voltam a levantar preocupações com o Estreito de Ormuz e seus efeitos na inflação e na oferta de energia e petróleo pelo mundo.
Bolsas globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionadas pelos papéis do setor de tecnologia, enquanto expectativas cada vez menores de um acordo de paz no Oriente Médio sustentavam os preços do petróleo.
O Dow Jones teve queda de 0,22%, enquanto o S&P 500 caiu 0,67% e o Nasdaq Composite perdeu 1,31%.
Na Europa, a maioria das bolsas da região fechou em queda, à medida que investidores lidavam com rendimentos mais altos de títulos e novas preocupações com a inflação. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,69%, aos 651,90 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, recuou 0,60% e o CAC-40, da França, perdia 0,60%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,39%.
Na Ásia, as ações chinesas fecharam praticamente estáveis, com a queda nos papéis do setor de inteligência artificial e de tecnologia sendo compensada pelos ganhos das ações de energia, em meio às tensões no Oriente Médio.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,2%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,07% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 2,54%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,55%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de real e dólar
Amanda Perobelli/ Reuters